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MUNDIOCA - SAI CD COMPLETO DE BETO EHONGUE

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Depois do lançamento em julho/2018 do EP As Armas MIDI do Século XXI, no centro histórico de São Luis, Ehongue agora disponibiliza a sequência desse trabalho completo, o MundiOca  ( ouça aqui ), nas plataforma digitais para o grande público. O trabalho que conta com 9 faixas foi produzido pelo paraense Dub Black, junto ao maranhense Sandoval Filho no B lackRoom Studio , com exceção da nona faixa, bonus track , que é um produção quase caseira produzida em cima da hora e que retrata um pouco do momento político que vivemos e nossas esperanças. O MundiOca de Beto Ehongue traz as participações de Luciana Pinheiro , Dicy , Célia Sampaio e as atuações instrumentistas de João Simas , Dub Black e Sandoval Filho , esses dois últimos como já falamos assinam a produção. Ao apresentar o MundiOca, Beto Ehongue mostra mais uma vez sua versatilidade e inquietação trazendo um trabalho autoral que une ritmos análogos ao reggae, basslin es Caribbean-dub , guitarras de inspiração ...

ENQUANTO ISSO NAS REDES SOCIAIS

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FB - Foi 1 dia maravilhoso, o domingo estava lindo e na mangueira cantava 1 lindo passarinho azul Twitter - desculpe mano, mas o passarinho era verde, tenho certeza, tbm passei por lá FB - verde? nunca, passei lá toda manhã e só estando louco pra achar ele verde Twitter - então tu deve esta louco mesmo pq era verde FB - melhor tu ir num psicólogo ou então num pai de santo, era azul e não estudei numa faculdade pra não saber diferenciar azul de 1 verde Twitter - q faculdade? também agora qq 1 entra numa faculdade, e não preciso entrar numa faculdade pra reconhecer um idiota FB - imbecil é vc q aparece aqui se metendo no passarinho dos outros Twitter - ha, agora tu é o dono dessa porra aqui, não quer brincar não desce pro play otário FB - otário é tu e tu família verdista comedor de alpiste Twitter - toda azulista é boçal mesmo, vai comer teu farelo, despenado FB - vai tu franguinha verde, essa é minha opinião, o passarinho era AZUL e quem quis...

SÃO LUIS 406, EU TE AMO DESGRAÇA

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Hoje ela faz mais um aninho, pelo menos no calendário da história oficial. Fico me perguntando qual cidade celebrar? A que se esquece nos labirintos escuros do lixo, da desordem urbana, dos urubus sempre presente de aniversário? Da histórica azulejada contra o salitre que flutua de sua longa faixa de maré? A geografia distanciou a cidade de outras capitais, mas sobretudo a política no decorrer das décadas tem nos limitados a tarefas simples como tapar ou não buracos, que por sorte ou azar tem um período específico para paliativos, nesse momento, alguns sortudos logradouros foram beneficiados pelo manto preto que nas primeiras chuvas fazem com o refugo cotidiano e popular o caminho até o mar solitário e cansado. São Luís é linda, isso é fato. Eu gosto do seu dia e da sua noite, gosto de como os encontros se dão na maioria das vezes ao acaso, aqui amores nasceram e morreram, alguns vítimas da estatística que nos qualifica como uma das mais violentas do mundo, outras são be...

AWÁ - ELETRÔNICO, METIDO E PUNK

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Beto Ehongue e o DJ TiCall apresentam ao público o AWÁ , do iorubá = NÓS,   um projeto musical eletro-world que uni estilos em formas variadas; o tecno veste o corpo orgânico da entidade pra falar de rap, de trance, de reggae e a  fala  quase sempre rimada   e punkista, onde ouve-se críticas ao conformismo, ao consumo compulsivo, além do sempre revolucionário amor, a religiosidade e outros temas do cotidiano. O duo Awá faz uma experimentação eletrônica atual usando das ferramentas disponíveis em software, sintetizadores e controladores MIDI além de um vocal de contramão da monocultura televisiva, metido e pretensioso, " com um input binário mandando o sinal das pick ups para o amp aliado a um mic na minha voz", diz o refrão de Falha no Sistema, uma das músicas do repertório. Achamos que ainda há espaço para contestação na música brasileira, mais do que nunca, além de outras flores. Awá. Com referências diversas que vão de Elza Soa...

ARETHA FRANKLIN CONTRA OS HOMENS SEVEROS TEMENTES A DEUS

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Aos 12 anos, Aretha Franklin deu a luz a seu primeiro filho. Aos 14, engravidou e pariu o segundo. Antes dos 15 anos, era mãe de dois meninos. Seu pai, o reverendo C.L. Franklin, ministro da Igreja Batista, era um homem severo, temente a Deus, anti-aborto, pró-família e anti-comunista (no auge do Macartismo nos EUA).  O cidadão de bem C.L. Franklin também era fã de sexo grupal e organizava orgias em sua Igreja.  Há, até hoje, a controvérsia de que religioso seria o pai do filho da própria filha, Aretha, submetida, aos 12 anos, a uma destas orgias na Igreja. Está tudo em  Respect: The Life of Aretha Franlkin , biografia da cantora, lançada em 2014 por David Ritz. Mas tratemos do livro que o pai de Aretha Franklin adorava e fervorosamente citava de cor seus salmos -- A Bíblia. A Bíblia tem frequentado o noticiário nas mãos de adoradores fervorosos que sabem de cor os seus salmos. Sempre nas mãos de homens severos, tementes a Deus, anti-abor...

O QUE SE ODEIA NO ÍNDIO.

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O que se odeia no índio não é apenas o ocupar do espaço. O que se odeia no índio é o puro animal que nele habita, é a sua cor em bronze arquitetada. A precisão com que a flecha voa e abate a caça; o gesto largo com que abraça o rio; o gosto de  afagar as penas e tecer o cocar; O que se odeia no índio é o andar sem ruído; a presteza segura de cada movimento; a eugenia  nítida do corpo erguido contra a luz do sol. O que se odeia no índio é o sol. A árvore se odeia no índio. O rio se odeia no índio. O corpo a corpo com a vida  se odeia no índio. O que se odeia no índio é a permanência da infância. E a liberdade aberta se odeia no índio. REYNALDO JARDIM

FESTIVAL DAS RENDAS

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O mundo das rendeiras e a sua representatividade dentro da nossa cultura são a inspiração do mais novo festival de música, economia criativa, diversidade e afeto realizado no Maranhão. Será um dia de celebração à sutileza e à genialidade das comunidades artesãs que preservam a memória cultural de nosso Maranhão de forma preciosa e intimista, respeitando suas tradições, aliado a isso, artistas de várias vertentes e representatividades farão desse dia um grande salve às variadas formas de construir a vida, no sentido artístico, econômico e de comportamento, fazendo do evento um grande salve à criatividade, ao respeito e ao encontro de novas perspectivais de avanço social. Os shows musicais contaram com Vinaa , Milla Camões , Banda Filtro de Barro , Otília Ribeiro , Marcio Glam , Queer Show (Butabtannn, Only Fuego, Enme Paixão, Firmes e DJ Alladin), Israel Costa , Soul Reggae , Fluxo Sonar , MC D`Luka (Raposa) e Tri Brutus (Beto Ehongue, Aziz Júnior e Jorge Passinho). O...